Expectativas do mercado sobre a decisão estavam divididas
"Tínhamos
este espaço, ainda dá para aproveitar esse momento de baixa
inflacionária, ainda não há previsão de aumento nos preços. As
commodities não devem subir, já que a crise lá fora prejudica a demanda,
os alimentos também não devem ter elevação de valor, pois tivemos uma
boa safra, então, vale aproveitar este momento para continuar na busca por uma taxa de juros mais perto da média mundial ", acredita.
Apesar das taxas de Juros
Futuros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)
fecharem em alta nesta quarta, a aposta deste mercado ainda era de uma
variação de redução dos juros para esta reunião.
Segundo
a nota divulgada pelo Copom, depois de se considerar o "balanço de
riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a
complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo
suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a
convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear".
Investimentos
Para
Leite, a redução da Selic irá possibilitar o aumento nos investimentos
públicos e privados, já que reduzirá os custos do governo com a dívida
pública. "Este capital que estava pagando juros pode ser usado para
investimentos no país, como em infra-estrutura, por exemplo. E também
abre espaço para investimento privado, que ao invés de investir na
dívida, põe o dinheiro na produção", analisa.
O
economista destacou as dificuldades que o Brasil enfrenta ao manter a
Selic em patamares altos. "Nossa taxa era muito alta, ainda está
elevada. A disparidade distorce toda a lógica micro e macro econômica,
aumenta o custo da divida, da produção, inibe o crescimento e os
investimento. Por isso temos que aproveitar
essas oportunidades para reduzir o máximo, sempre que possível", finalizou.
Poupança passa a render 0,4134% ao mês
Com a nova redução na taxa básica de juros, a remuneração
dos depósitos em poupança que forem feitos ou renovados a partir desta
quinta-feira será de 0,4134% ao mês, mais Taxa Referencial (TR,
atualmente zerada).
Mesmo com a redução, a avaliação do
vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças
Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira,
é de que o investimento na poupança ainda mantém a sua atratividade. “A
caderneta de poupança tem seu ganho garantido por lei e não sofre
qualquer tributação, diferentemente dos fundos de renda
fixa que têm tributação do imposto de renda sobre seus rendimentos,
sendo maior a tributação quanto menor for o prazo de seu resgate, além
de ter a taxa de administração cobrada pelos bancos”, explicou.
CNI aprova decisão
Para
a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o corte “é fundamental para
a retomada da atividade industrial” e coerente com uma política de
recuperação econômica, de acordo com a Confederação Nacional da
Indústria (CNI).
Tão logo soube da decisão do Copom, a CNI
divulgou nota na qual considera a medida “positiva”, e diz que o Banco
Central mostra que está atento ao momento de recuperação da atividade
econômica no país, “em um ambiente global de fragilidade e de elevada
liquidez”.
Presidente da ACSP também comemora decisão
O
presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato,
divulgou nota classificando como "consistente" a decisão do Copom desta
quarta-feira. Segundo ele, "com o cenário externo de incertezas e com o,
ainda, moderado nível da atividade doméstica, a decisão foi coerente
com esta situação. Acreditamos que a economia possa crescer a taxas mais
elevadas em 2013”,diz.
Com Agência Brasil
Jornal do Brasil

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