Prefeito supera nesta segunda-feira 7 promessa de
entregar 220 km de faixas exclusivas para ônibus na maior cidade do
País; pesquisas aprovam modelo; com tarifa congelada e privilégio aos
coletivos, ele agora estuda criar empresa municipal de ônibus que atue
em situações de emergência, como durante greves do setor; "para evitar
prejuízos à população", explicou, garantindo que não quer "uma nova
CMTC" para absorver todo o sistema; prioridade na gestão resgata
popularidade de Fernando Haddad
247 – O prefeito Fernando Haddad acaba de
cumprir uma promessa, fato raro entre os políticos. Após os protestos
populares de junho, ele redefiniu seu plano sobre a implantação de
corredores de ônibus na capital e estabeleceu, para este ano, a meta de
220 quilômetros de faixas exclusivas. Nesta segunda-feira 7, com a
instalação desses recursos de tráfego em avenidas das zonas leste e sul,
a Prefeitura chegou a 224,6 km de corredores exclusivos para coletivos,
e mesmo com a meta batida ele continua acelerando nesta direção.
Pesquisas de opinião pública apontam para índices de aprovação ao modelo
superiores a oitenta por cento.
Na sexta-feira 4, ao lado da vice-prefeita Nadia Campeão, do PC do B,
Haddad andou de ônibus e anunciou que está em curso, dentro da sua
administração, estudo para a criação de uma empresa municipal de ônibus.
Ele logo fez ressalvas para não ser mal interpretado.
"Não será uma companhia para absorver todo o sistema, como a antiga
CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), mas em uma que, em
casos como esse (de paralisação), tenha condições de operar o sistema
sem prejuízo para a população", afirmou, durante a paralisação de um dia
de parte da categoria dos motoristas de ônibus de São Paulo. Segundo
ele, o fato de não haver uma frota própria atrapalha a Prefeitura. Ele
definiu a empresa como um Paese (Plano de Apoio entre Empresas em
Situação de Emergência) "melhorado".
Haddad diz que a companhia poderia operar definitivamente em
determinadas áreas da cidade. "Isso pode vir a acontecer em uma área
específica, até para haver uma comparabilidade com o setor privado. Nós
estabeleceríamos marcos de eficiência do setor privado e setor público,
no sentido de dar mais transparência para o sistema.", diz. O prefeito
estabeleceu o prazo de um ano para concluir os estudos sobre a estatal
de transportes.
O prefeito também estuda adotar o ônibus como seu meio de transporte
principal para vencer o trajeto de sua casa, no bairro da Vila Mariana,
para o centro, onde fica a sede da Prefeitura. Apesar de o deslocamento
durar por mais de dez minutos, a área de segurança do prefeito está
reticente sobre os riscos, para ele, de se expor em ônibus. Avesso a
factóides, Haddad, no entanto, está considerando mudar sua rotina para
dar o exemplo em beneficio do uso de ônibus.
A 'voltinha' com a
vice-prefeita, na sexta 4, teve o sentido de ir acostumando o público
sobre sua opção.
Os corredores de ônibus já estão melhorando os deslocamentos em São
Paulo. Estudo divulgado pela Prefeitura em setembro apontou que a
velocidade média subiu 46%, de 14,3 km/h para 20,8 km/h, na média de 77
trechos implantados em São Paulo de fevereiro a setembro. No entanto, em
apenas oito dos 77 pontos a velocidade atingiu a meta de 25 km/h
definida pela gestão Haddad.
Brasil 247
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