Atualizado em 16 de setembro, 2013 - 16:57 (Brasília) 19:57 GMT
Suspeito pelo ataque fugiu do local e, segundo a polícia, está usando um uniforme militar
Pelo menos 13 pessoas morreram e
quatro ficaram feridas nesta segunda-feira em Washington, quando
atiradores invadiram uma instalação da Marinha, que fica a apenas
algumas quadras de distância do Congresso americano.
A informação foi confirmada pela polícia da
capital americana, que afirmou ainda que está em busca de um dos
atiradores, que fugiu após o crime.
Um segundo atirador foi morto no
local e, no fim da tarde, teve sua identidade revelada. Segundo o FBI,
seu nome é Aaron Alexis, um texano de 34 anos que serviu na Marinha
entre 2007 e 2011. Ainda não está claro por que ele deixou a Marinha ou
como conseguiu entrar na instalação naval.
A motivação do ataque à base Washington Navy
Yard também é desconhecida. O prefeito da cidade, Vincent Gray, disse
que não há motivos para considerar o ataque um ato terrorista.
Os tiros foram disparados por volta das 8h20 da manhã (horário local, 9h20 em Brasília) e dezenas de policiais tomaram o local.
O atirador morto Aaron Alexis, um texano de 34 anos que serviu na Marinha entre 2007 e 2011
De acordo com a chefe da polícia de Washington,
Cathy Lanier, o suspeito que fugiu não é das Forças Armadas, mas estaria
usando uniforme militar.
O comandante da Marinha Tim Juris disse à BBC que estava no quarto andar do complexo quando ouviu os tiros.
"O som era de uma arma de brinquedo, e não de uma arma real", contou.
Violência inimaginável
Para Obama, vítimas não esperavam encontrar essa 'violência inimaginável' em solo americano
O presidente dos EUA, Barack Obama, confirmou em
pronunciamento que o país está diante de mais um ataque a tiros, que
dessa vez tirou a vida de patriotas americanos e afirmou que uma
investigação do caso já está em curso.
"Seja quem for que cometeu esse ato covarde responderá por isso", disse.
"Eram homens e mulheres indo trabalhar, cumprir
seus deveres. Eles sabem dos perigos de se servir no exterior, mas hoje
enfrentaram uma violência inimaginável, que eles jamais esperavam
encontrar em solo americano."
Cerca de 3 mil pessoas trabalham no Navy Yard,
no qual engenheiros compram, constróem e reformam navios e submarinos
para a Marinha.
Inaugurado no início do século 19, o local é a instalação costeira mais antiga da Marinha americana.
BBC Brasil
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