sábado, 14 de setembro de 2013

Comissão corre o risco de aprovar reforma política de faz de conta

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A comissão responsável pela reforma política na Câmara aprovou ontem projetos que estabelecem mandatos de cinco anos, com exceção de senadores, e coincidência de eleições para todos os cargos. Mas deixou de lado o que mais importa. É uma reforma que até agora não mexeu no essencial.
O que interessa mesmo é o fim da coligação proporcional, bem como o voto em lista ou misto proporcional e o financiamento público de campanhas. Esse último ponto é essencial para que se possa dizer que se fez uma reforma de fato.

E também não se pode esquecer a questão dos senadores. A comissão estuda estabelecer cinco ou dez anos. Hoje, são oito anos. Mas os senadores têm que ter o mesmo mandato de um deputado, que hoje é de quatro anos e, com a proposta da comissão, passaria a ser de cinco.
E vamos também pôr fim ao suplente de senador. Senador não pode assumir cargo no Executivo. Em caso de renúncia, cassação ou morte, que se faça uma eleição em 90 dias. A diferença é que deputado é cargo proporcional, tem suplente. Senador é cargo majoritário

Faz de conta
Precisamos colocar fim ao financiamento privado e depois às nomeações em cargo de confiança de não concursados fora da carreira do serviço público no país.
Ou seja, repito, falta abordar o essencial. Não é à toa que a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que faz parte da comissão, protestou ontem: “As discussões não estão avançado adequadamente”.

Se não avançar no que é realmente importante, a reforma não passará de um faz de conta. É preciso que a população cobre os deputados. E também manter a luta pelo plebiscito da reforma política.
(Foto: José Cruz/ABr)


Blog do Zé Dirceu

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