Depois da Moody’s anunciar que não deve alterar a
nota brasileira de classificação de risco, Fitch também diz que o rating
brasileiro poderá ser mantido neste ano, com elevação de crescimento
para 2,5% e superávit primário estável, em 2% do PIB; quanto a Standard
& Poor's (S&P), diretor avisa que mesmo o fraco crescimento do
País não seria o motivo principal para uma revisão: "Olhamos a direção
da política econômica"
247 – Depois de a Moody’s anunciar que não deve
alterar a nota brasileira de classificação de risco, outras agências
mantiveram perspectivas para o Brasil em 2014, desbancando pessimistas.
A diretora para a América Latina da Fitch Ratings, Shelly Shetty,
afirmou que o rating brasileiro poderá ser mantido neste ano caso as
condições de crescimento e de gestão fiscal fiquem em linha com as
previsões da agência de classificação de risco.
Ela estima que o crescimento do País saia de uma alta entre 2,2% e
2,5% em 2013, para uma elevação de 2,5% neste ano; e que o superávit
primário ficará estável neste período, em 2% do PIB. "Tais condições
econômicas serão consistentes com o rating atual", destacou. A nota
soberana do Brasil é BBB e a perspectiva é estável, indicadores que
estão sendo mantidos pela instituição desde 2011. Ela estima que a
dívida pública bruta pode ter ficado em 59% do PIB no ano passado e que
mantenha essa marca também em 2014.
Quanto a Standard & Poor's (S&P), o rating poderá ainda ser
reavaliado. O diretor responsável por Ratings Soberanos na S&P,
Joydeep Mukherji, disse que não há um fator principal capaz de
desencadear o rebaixamento da classificação de risco do Brasil. Mesmo o
fraco crescimento do País não seria o motivo principal. "Olhamos a
direção da política econômica. Se a presidente Dilma Rousseff fizer um
leilão bem sucedido de aeroportos, isso é bom, mas não é um fator que
vai mudar o rating".
Brasil 247
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