Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) fez um pedido ao
governo do estado para que solicite o apoio da Força Nacional de
Segurança nas ruas de São Luís (MA). O ofício foi encaminhado ontem (6)
ao secretário da Casa Civil do Maranhão, João Abreu, pela
procuradora-geral de Justiça em exercício, Terezinha de Jesus Anchieta
Guerreiro, para que haja policiamento ostensivo em toda a região
metropolitana da capital.
No documento, o MP estadual destaca que a medida é necessária tendo
em vista os recentes casos de violência e vandalismo praticados por
ordem de líderes de facções e organizações criminosas, espalhando medo
na população. O Ministério Público pede ainda que seja instalado um
gabinete de gestão integrada para acompanhamento da segurança pública no
estado por todos os órgãos da área.
A Força Nacional está atuando com 150 homens, na segurança do Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde outubro, quando a crise no sistema prisional se agravou, com uma rebelião que deixou nove mortos e 20 feridos.
A situação do sistema carcerário no Maranhão não é novidade. A Agência Brasil noticia, desde 2008, a precariedade do sistema e as ações dos governos estadual e federal na tentativa de solucionar o problema.
A Polícia Militar deteve ontem seis suspeitos de participar do
incêndio de um ônibus na Vila Sarney Filho, em São Luís, na noite de
sexta-feira (3), entre eles três adolescentes. Dez suspeitos já haviam
sido identificados.
O ofício do Ministério Público aponta ainda a necessidade de
transferir, com urgência, para presídios federais, os detentos que
ordenaram os ataques. O governo do estado confirma que aceitou a ajuda do governo federal, mas que ainda não foi feita nenhuma transferência de presos.
Ontem, o Batalhão de Choque da Polícia Militar fez uma vistoria na
penitenciária de Pedrinhas e apreendeu 16 armas brancas, 22 munições de
revólver calibre 38 e três celulares, além de baterias, carregadores e chips de aparelhos celulares.
O MP-MA requer, ainda, que o estado providencie amparo legal e
indenizações às famílias das vítimas que estavam no ônibus incendiado em
São Luís. O governo diz que uma equipe da Secretaria de Estado de
Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania, formada por
assistentes sociais, psicólogos e advogados, já está acompanhando as
vítimas.
A assessoria do governo informa que disponibilizou auxílio-funeral
para a família da menina Ana Clara Santos, de 6 anos, que estava no
ônibus incendiado e morreu vítima das queimaduras. Os demais feridos continuam internados nos hospitais Juvêncio Matos e Tarquínio Lopes, em São Luís, um deles ainda em estado grave.
Assim como a governadora Roseana Sarney,
o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, divulgou nota de pesar
pela morte de Ana Clara, na qual condena a onda de violência na cidade e
se coloca à disposição do estado e da União. “Manifesto meu profundo
pesar pela morte da criança Ana Clara, vítima de brutal, hedionda e
repulsiva violência. Nada ameniza a dor dilacerante da família, a quem
me uno em solidariedade e orações.”
Agência Brasil
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