quarta-feira, 25 de junho de 2014

Kassab mantém palavra e leva PSD para Dilma

Elza Fiuza/Agência Brasil:
Convenção nacional do partido aprovou apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição; PSD vinha sendo assediado para compor coligação chefiada pelo PSDB, com direito a ter ex-presidente do BC Henrique Meirelles como vice de Aécio Neves; presidente da legenda, ex-prefeito Gilberto Kassab garantia que não romperia compromisso com Dilma; cumpriu a palavra; Kassab declarou que ouvirá o partido sobre ter o ex-presidente Henrique Meirelles como candidato a governador de São Paulo; no horário político, PSD leva 1min40s para o moinho do PT; Dilma também ganhou hoje apoio do PR
25 de Junho de 2014 às 12:57


247 - "Impossível" era a palavra que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, vinha utilizando para falar a respeito das chances de o partido romper seu compromisso com a presidente Dilma Rousseff e fechar uma coligação com o PSDB. Não há mais dúvida, agora, de que Kassab falava sério. Realizada em Brasília, a convenção nacional do PSD aprovou o apoio à reeleição de Dilma. Com isso, a coligação liderada pelo PT ganha mais 1min40s no horário eleitoral gratuito. O presidenciável Aécio Neves declarou que tinha todo interesse em contar com o ex-presidente do BC Henrique Meirelles, filiado ao PSD, para ser seu vice, mas a articulação não prosperou. Kassab passou todo o processo garantindo que não romperia o acordo anterior feito com a presidente. Cumpriu a palavra.


Agora, o ex-prefeito passa a cuidar do seu destino político. A convenção estadual do PSD acontece no sábado 29. Estarão em jogos as possibilidades de candidatura própria ou apoio ao PSDB do governador Geraldo Alckmin. As conversas entre Kassab e Alckmin evoluíram muito nos últimos dias. O ex-prefeito está a um passo de se tornar candidato a senador na chapa liderada por Alckmin à reeleição, mas depende ainda de uma solução para o ex-governador José Serra, que teria de contentar-se em concorrer a deputado federal. Kassab já se comprometeu com Alckmin a não entrar em debates sobre temas nacionais durante a campanha, muito menos fazer menção ao apoio nacional de seu partido a Dilma. O discurso da campanha ficaria circunscrito a temas estaduais.


Além da possibilidade do Senado, surgiu hoje um novo caminho, com a eventual candidatura de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, ao governo de São Paulo. "Ele aceitou submeter seu nome à avaliação do partido", disse Kassab na convenção que selou o apoio a Dilma.


Abaixo, notícia da agência Reuters sobre a convenção do PSD:
BRASÍLIA (Reuters) - O PSD aprovou em convenção nacional nesta quarta-feira o apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, levando à coligação encabeçada pelo PT cerca de um minuto e meio de tempo de televisão na propaganda eleitoral gratuita.
Criado pelo então prefeito de São Paulo e atual presidente da legenda, Gilberto Kassab, o PSD aprovou o apoio a Dilma com 108 votos favoráveis, de um total de 114.
Questionado sobre o empenho efetivo de correligionário na campanha de Dilma, já que em diversos Estados o PSD tem fechado alianças com siglas adversárias do PT, Kassab afirmou que a decisão de apoiar a presidente nacionalmente reflete a vontade do partido.
"Se não tivesse o empenho ou a vontade de que o partido apoiasse, o Diretório não se manifestaria a favor dela", disse o presidente do PSD antes do anúncio oficial do apoio decidido pela convenção.


O PSD de Kassab --que foi eleito vice-prefeito de São Paulo numa chapa encabeçada por um dos maiores adversários do PT, José Serra (PSDB), de quem se tornou próximo-- tem apoiado o governo Dilma nas votações no Congresso e ocupa a Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
O partido conta com um das maiores bancadas na Câmara, o que é contabilizado na distribuição dos segundos da propaganda eleitoral gratuita.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)


Brasil 247

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