
ter, 15/04/2014 - 15:06
Jornal GGN – A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) torce e distorce sua participação no aumento de tarifa de luz no Estado e veicula campanha na TV culpando o governo federal pelo evento. O vídeo, realizado com verbas publicitárias do governo, que é tucano, passa a bola do aumento e não explica sua participação nisso.
Ator, no vídeo, aparece com a máxima de que “todo mundo sabe que o sistema nacional de energia está enfrentando dificuldade em todo o país por isso é importante você saber como ele funciona”. E vai colocando ao incauto telespectador que a Cemig não define tarifa, que isso é definido por um órgão do governo federal, a Aneel, “que fica lá em Brasília”. E foi mais longe com a informação que induz o entendimento do telespectador dizendo que o “governo federal, por meio da Aneel, acaba de determinar um reajuste na nossa conta de energia elétrica da ordem de 14%, provocado, principalmente, pela entrada de operações das termelétricas”.
O discurso prossegue, desta vez focando na Cemig e Governo de Minas, que, apesar desta “determinação” da Aneel a distribuidora mineira vai minimizar o aumento, continuando firmes na manutenção da isenção do ICMS para quem consome menos de 90 Kwh/mês. Diz o ator que isto vai beneficiar metade das famílias mineiras.
E termina, solene, “quem consome menos energia não paga nenhum imposto para o Estado”.
Este vídeo publicitário foi feito com verbas do governo de Minas. O que faltou informar?
A Cemig, em seu vídeo, não informa ao consumidor que o aumento de tarifa é decidido pela Aneel a partir de solicitação da própria distribuidora.
Em seu blog, a Cemig, com data de 28 de março de 2014, em nota de esclarecimento, informa que pediu à Aneel que conceda um reajuste médio de 29,7%, a saber: “Considerando os números preliminares apresentados, a Cemig solicita para a análise da Aneel, um reajuste médio das tarifas de 29,74%.
A definição do reajuste, no entanto, depende da decisão da Aneel, que deverá definir a nova tarifa a ser cobrada a partir de 8 de abril.”
Realmente, a peça publicitária não mentiu. É a Aneel que define a nova tarifa e, baseando-se em premissas que apoiam o reajuste correto, e decidiu que a Cemig poderia reajustar suas tarifas em cerca de 14%, não justificando seu pedido de que fosse permitido um reajuste de cerca de 30%, como pleiteava a estatal mineira.
Eis o vídeo:
Blog do Luis Nassif
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