6 de Dezembro de 2013 | 23:16 Autor: Fernando Brito
“Me façam vencer as eleições em São Paulo que eu venço as eleições no
Brasil”, disse Aécio em discurso, em um palanque tomado por prefeitos,
vereadores e políticos do interior do Estado. “Juntos, vamos subir a
rampa do Palácio do Planalto.”
O trecho da matéria da Folha, descrevendo a passagem de Aécio Neves
por Campinas dá bem a medida do nervosismo que toma conta do político
que, toda hora, vinha reclamando da “antecipação” da campanha eleitoral.
Afinal, com menos da metade das intenções de voto de Dilma, até em
São Paulo – estado que sempre deu vitórias ao PSDB – Aécio fica dez
pontos abaixo de José Serra entre os paulistas : 18%, contra 28% do
ex-governador.
Aécio esqueceu as lições do avô Tancredo e partiu para agressividade
verbal, no melhor estilo udenista, prometendo que “a decência e a
dignidade vão voltar a governar o Brasil”.
O jovem Fernando Collor não faria melhor há 24 anos.
Os arroubos de Aécio fizeram com que os demais tucanos não se furtassem a seguir-lhe o tom.
O deputado Carlos Sampaio, líder tucano na Câmara dos Deputados, disse que “a campanha (de Dilma) vai usar a estrutura do poder. Eles vão vir com um caminhão de dinheiro.”
Um caminhão carregado de dinheiro é muita coisa. Mas, como se sabe, bem menos do que pode carregar um trem.
Tijolaço
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