Ministro da Secretaria-Geral da Presidência
criticou nesta quinta-feira 5 o "tratamento diferenciado", segundo ele
"inaceitável", dado aos réus do PT na Ação Penal 470 e aos tucanos
acusados de envolvimento no caso Siemens; "No caso do PT, nossos
acusados foram condenados antes do STF, publicamente, e agora é o
contrário", criticou; "Você compara o tratamento que a imprensa tem dado
ao caso de São Paulo e ao caso do pessoal do PT", disse ainda Carvalho;
mencionados em denúncias do chamado propinoduto, tucanos Aloysio Nunes e
José Aníbal acusam o governo de agir politicamente para atingir o PSDB
247 – O esquema de cartel envolvendo políticos
do PSDB em São Paulo e a Ação Penal 470, que envolve petistas, têm
recebido "tratamento diferenciado", de acordo com o ministro da
Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. "Esse tratamento
diferenciado é que é inaceitável. No caso do PT, nossos acusados foram
condenados antes do STF, publicamente, e agora é o contrário", criticou o
ministro.
Segundo Gilberto Carvalho, a mídia tradicional é um exemplo. Os
jornais, na opinião do ministro, noticiam os dois casos com diferença.
"Você compara o tratamento que a imprensa tem dado ao caso de São Paulo e
ao caso do pessoal do PT, veja a diferença. Tirando o (jornal) O Estado
de S. Paulo, não se pergunta pelo crime, se recrimina o acusador",
disse.
Ele afirmou ainda que os desvios do esquema de propina envolvendo
multinacionais no setor de transportes de governos paulistas do PSDB são
maiores do que os do chamado 'mensalão' petista, julgado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF). "Em São Paulo os volumes de recursos públicos
passíveis dessa acusação são muito, muito maiores do que os recursos
públicos em jogo no caso do mensalão".
Carvalho disse ainda que o PSDB tem feito "teatro" ao fugir de dar
respostas no caso Siemens, evitando ir ao ponto quando questionado sobre
o tema. "O PSDB está fazendo um jogo de não ir ao ponto, um teatro, se
eximindo de dar respostas", criticou.
Brasil 247
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