6 de Dezembro de 2013 | 10:31 Autor: Fernando Brito
O índice de inflação de novembro, divulgado agora há pouco pelo IBGE,
confirmou o que qualquer pessoa que examinasse serenamente a sua
evolução já podia prever desde o primeiro semestre: não haveria uma
explosão inflacionária.
A melhor notícia é que o INPC, que mede a variação dos preços para as
famílias de menor renda (até cinco salários mínimos) inverteu a
tendência do primeiro semestre e seguiu abaixo do IPCA.
Vamos fechar o ano, provavelmente, com uma inflação ligeiramente
menor - dois a três décimos de ponto percentual – que a de 5,84% de
2012.
Ou seja, no meio do caminho entre a meta de 4,5% e o teto de 6,5%, aquele que ia explodir, você se recorda?
Não se quer dizer que não houve elevação de preços. Houve, e no que é
mais sensível aos pobres: os alimentos, que subiram 8,37% no acumulado
em 12 meses, muito mais que o conjunto dos preços.
Sem isso, teríamos ficado exatamente no centro da meta ou, até, um pouco abaixo.
E, é claro, não foi a Taxa Selic que fez o preço do tomate subir, cair, subir de novo e cair outra vez -.
Cessada a histeria com a explosão inflacionária que não veio, começou a do superavit primário.
Que, também, caiu por terra ontem, quando surgiram os dados da arrecadação do Refis.
Mas a turma da grana está pedindo mais juros, ainda.
A pressão agora será no dólar, que está evidentemente forçando a resistência do Banco Central.
Os “fundamentos econômicos” para o mercado financeiro do dia a dia, é
tão importante quanto a preservação das espécies num mercado de peixes
de madrugada.
Tijolaço
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