A Amazon testa o uso do equipamento militar para entregas domésticas.
Flickr / Don McCullough
O assunto da semana no mundo da tecnologia seria a
explosão de vendas na chamada Cyber Monday, a segunda-feira após o
feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, quando as pessoas fazem
compras online na pressa de tentar resolver todas as compras de Natal.
Foram mais de 2 bilhões de dólares em vendas, volume considerável, mas a
Amazon conseguiu monopolizar as atenções ao anunciar na noite anterior
que pretendia começar a testar o uso de drones na entrega de encomendas
com peso de até 2 quilos.
Segundo o CEO da empresa, Jeff Bezos, o serviço deve se chamar
Amazon Prime Air e o produto deve chegar até meia hora depois de a
compra ser fechada. “Você pede alguma coisa e dentro de meia hora um
drone pode pousar na frente de sua casa, deixar uma caixa e ir embora”,
disse ele ao programa noticioso 60 Minutes. O sistema funcionaria num raio de até 6 quilômetros de qualquer armazém da Amazon e já foi testado no estado da Virgínia.
Agora o desafio é convencer as autoridades americanas de que o sistema é seguro. “Não quero que ninguém imagine que isso deve acontecer rapidamente. Temos anos de trabalho ainda por vir, sou otimista, talvez demore quatro ou cinco anos”, explicou Bezos, que apontou 2015 como a data para entregas experimentais mais amplas.
A data mencionada pelo CEO da Amazon coincide com a que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) acredita que seria possível aprovar o uso mais amplo de drones nos céus do país. Em documento publicado em novembro, a FAA disse que o seu principal desafio seria incorporar o tráfego de drones ao tráfego aéreo já existente “sem reduzir a capacidade existente, ou diminuir a segurança, atrapalhar as operadoras atuais ou aumentar os riscos para os usuários no ar ou as pessoas e construções em solo”.
Mais do que tirar a atenção dos números das vendas durante o Cyber Monday, o que Bezos fez ao mostrar que a Amazon já trabalha com drones é mandar uma mensagem muito clara às autoridades da FAA e do Congresso americano que estudam o uso comercial dos drones: já estamos aqui e vocês não podem nos segurar.
Carta Capital
Agora o desafio é convencer as autoridades americanas de que o sistema é seguro. “Não quero que ninguém imagine que isso deve acontecer rapidamente. Temos anos de trabalho ainda por vir, sou otimista, talvez demore quatro ou cinco anos”, explicou Bezos, que apontou 2015 como a data para entregas experimentais mais amplas.
A data mencionada pelo CEO da Amazon coincide com a que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) acredita que seria possível aprovar o uso mais amplo de drones nos céus do país. Em documento publicado em novembro, a FAA disse que o seu principal desafio seria incorporar o tráfego de drones ao tráfego aéreo já existente “sem reduzir a capacidade existente, ou diminuir a segurança, atrapalhar as operadoras atuais ou aumentar os riscos para os usuários no ar ou as pessoas e construções em solo”.
Mais do que tirar a atenção dos números das vendas durante o Cyber Monday, o que Bezos fez ao mostrar que a Amazon já trabalha com drones é mandar uma mensagem muito clara às autoridades da FAA e do Congresso americano que estudam o uso comercial dos drones: já estamos aqui e vocês não podem nos segurar.
Carta Capital
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