sexta-feira, 11 de abril de 2014

No melhor momento, Aécio vê problemas em Minas

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Consolidado no segundo lugar nas pesquisas, à frente da oposição na articulação da CPI da Petrobras e com PSDB mais aguerrido, Aécio Neves sofre com derrubada, no STF, de 100 mil contratações feitas em sua gestão no governo de Minas Gerais; em seu reduto, indiciamento pela Polícia Federal do pré-candidato Pimenta da Veiga pode levar a reviravolta na escolha do partido; plano para abrir 4 milhões de votos de vantagem em Minas, na corrida presidencial, corre risco se postulante a governador tiver desempenho fraco; campanha do presidenciável tucano enfrenta desafio
11 de Abril de 2014 às 14:31


247 – Em seu melhor momento na corrida para a Presidência da República, o tucano Aécio Neves acaba de sofrer dois golpes em sua retaguarda jurídica e política. No Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro Dias Toffoli, a maioria acompanhou o relator na quinta-feira 10 e derrubou 100 mil contratações no serviço público feitas durante sua gestão no governo de Minas. Os empregos deverão ser extintos, com um impacto ainda não avaliado sobre a imagem do ex-governador.


No campo político, o problema está com o candidato de Aécio ao governo de Minas, o ex-ministro Pimenta da Veiga. Indiciado pela Polícia Federal pelo crime de lavagem de dinheiro, Pimenta ficou exposto a ataques disparados de várias direções. E Aécio foi levado nesta sexta 11 a comentar o assunto:


— O que é estranho é que depois de cerca de dez anos, quando ele vira pré-candidato, esse assunto surge. Ele já deu esclarecimentos, disse Aécio, referindo-se à denúncia oferecida em 2007 pela Procuradoria-Geral da República, o chamado mensalão mineiro. O caso tem o publicitário Marcos Valério, dono da DNA Propaganda, como pivô.


- O Pimenta é um advogado que trabalhava para inúmeras empresas, entre elas, empresas de comunicação, sobre a qual não recaía nenhuma suspeita. Advogou para essa empresa, recebeu remuneração e declarou no imposto de renda.


No Congresso, a iniciativa liderada por Aécio de investigar a Petrobras pela compra, em 2006, da refinaria de Pasadena, está esbarrando na reaglutinação das forças governistas. O que parecia ser uma fácil instalação de CPI tornou-se o início de um imbróglio para o PSDB e o PSB, com o rebatimento, pelos governistas, de incluir contratos de trens e metrô em São Paulo e Belo Horizonte e o porto de Suape, em Pernambuco.



Brasil 247

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