Ex-presidente tucano afirma que "é preciso estar
disposto a arriscar até a perda de popularidade" em prol de uma
"reinvenção do futuro"; "Agora, temos as condições propícias para uma
palavra forte, que diga as coisas com clareza. Não é que quero que o
PSDB ganhe, quero que o Brasil avance", acrescentou; ao que parece, na
tese de FHC vale até mesmo a derrota de seu próprio partido, desde que o
PT não saia vitorioso nas eleições
247 – A lógica do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso é clara: desde que o PT não vença as eleições
presidenciais de 2014, vale tudo. Inclusive a derrota de seu próprio
partido, o PSDB. Nesta sexta-feira, durante o lançamento de seu livro "O
improvável presidente do Brasil – Recordações", no Rio de Janeiro, ele
ressaltou a necessidade de se "reinventar o futuro" e o fato de que,
para isso, "é preciso arriscar até a perda de popularidade".
"Pode ser uma eleição mais tensa, porque temos que reinventar o
futuro. É preciso estar disposto a arriscar até a perda de popularidade.
Em política, como diz o Marco Maciel, tem momento que tem que
fulanizar, (tem que dizer) quem é a pessoa que representa. Agora, temos
as condições propícias para uma palavra forte, que diga as coisas com
clareza. Não é que quero que o PSDB ganhe, quero que o Brasil avance",
disse FHC, segundo o jornal O Globo.
No evento que aconteceu na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, o
ex-presidente foi entrevistado pelo colunista Merval Pereira, d´O
Globo, e pelo jornalista Luiz Antônio Novaes. No bate-papo, ele
aproveitou para comentar a crise na política. "Temos uma política que
está em crise, pode durar 10, 20 anos, mas esse sistema não representa a
sociedade. Há uma crise de legitimidade. Até pensei que (mudaria)
quando a presidente Dilma tentou mexer no sistema partidário", disse.
Brasil 247
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