A Polícia Federal enviou pedido à Justiça, nesta
sexta-feira (6), solicitando a transferência para Brasília do inquérito
sobre a denúncia de formação de cartel em licitações do Metrô de São
Paulo e da CPTM; motivação para tal pedido é a presença de nomes de
políticos graúdos que estão exercendo o mandato na denúncia; Ministério
Público e a Justiça Federal devem se manifestar sobre o pedido nos
próximos dias; o cartel envolveu as empresas Alstom e Siemens e se deu
durante os governos tucanos de Mário Covas, Alckmin e Serra, em São
Paulo; quais serão os alvos?
247 - A Polícia Federal (PF) enviou pedido à
Justiça Federal, nesta sexta-feira (6), para transferir para Brasília o
inquérito sobre a denúncia de formação de cartel em licitações do Metrô
de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o
chamado "trensalão". O motivo para o pedido está presença de nomes de
políticos que estão exercendo o mandato na denúncia. De acordo com a
lei, políticos nessa situação têm direito a foro privilegiado, que
consiste em responder a processos em tribunais superiores. O Ministério
Público e a Justiça Federal devem se manifestar sobre o pedido nos
próximos dias.
O esquema de pagamento de propina pela empresa francesa Alstom em
licitações é investigado pelo Ministério Público Federal. A suspeita é
de irregularidades na compra de equipamentos para o governo paulista
durante as gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos
do PSDB. Segundo a Justiça suíça, entre setembro de 1999 e dezembro de
2002, a conta em nome do ex-diretor de operações movimentou 836 mil
dólares. Parte do dinheiro, afirma a Justiça, foi resultado de propina
paga para que a francesa Alstom firmasse contratos com a CPTM.
Em 15 de novembro, a Justiça suíça condenou João Roberto Zaniboni,
ex-diretor da CPTM, por lavar dinheiro de propina no país europeu. E
quer que o Ministério Público Federal (MPF) investigue o que considera
um esquema de suborno em troca de contratos com o governo do estado.
O presidente da Siemens no Brasil, Paulo Stark, afirmou no dia 10
de outubro que a empresa examinou seus contratos e que não encontrou
nenhuma evidência concreta de pagamento de propina a funcionários
públicos. Foram encontrados, porém, indícios de prática de cartel
repassados ao Cade.
No dia 28 de novembro, o presidente empresa francesa Alstom, Marcos
Costa, negou a vereadores que a empresa esteja envolvida em fraudes. Em
depoimento na CPI dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo,
Costa também negou a contratação de lobistas para intermediar contratos
com governos estaduais e realizar pagamento de propina. Segundo
investigações, a empresa realizava pagamentos através de contratos de
consultoria de fachada.
Brasil 247
Nenhum comentário:
Postar um comentário