Polícia Federal instaurou inquérito sobre denúncia
de sonegação fiscal da Rede Globo e posterior sumiço dos documentos
sobre o caso na Receita Federal; "Finalmente, uma notícia que nos dá
esperança de não mais vivermos numa república de bananas", celebra
blogueiro Miguel do Rosário, de O Cafezinho, autor da denúncia
247 – Uma denúncia de sonegação fiscal
cometida pela Rede Globo e o sequente sumiço dos documentos sobre o
caso na Receita Federal, feita pelo blogueiro Miguel do Rosário, do
Cafezinho, em junho desse ano, gerou um inquérito na Polícia Federal.
A ação foi protocolada pelo Núcleo Barão de Itararé (Centro de
Estudos da Mídia Alternativa) no Ministério Público do Rio de Janeiro. A
denúncia foi aceita pela Corregedoria e enviada para a Delegacia
Fazendária, chefiada pelo delegado Bruno Tavares.
Leia abaixo o post d´O Cafezinho, que comemora o feito: "Finalmente, uma notícia que nos dá esperança de não mais vivermos numa república de bananas".
PF instaura inquérito sobre sonegação da Globo!
Finalmente, uma notícia que nos dá esperança de não mais vivermos
numa república de bananas. Uma comissão de blogueiros do núcleo
fluminense do Barão de Itararé, formada por Theo Rodrigues, Alexandre
Teixeira, Miguel do Rosário e Ester Neves, esteve nesta segunda-feira na
sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e
conseguiu algumas informações novas sobre a denúncia contra a sonegação
da Rede Globo e posterior sumiço dos documentos que tratavam do caso.
A denúncia, que o Barão de Itararé protocolou junto ao Ministério
Público Federal do Rio de Janeiro, transformou-se no Ofício 13344/13,
encaminhado à Corregedoria da Superintendência da Polícia Federal. Até
aí já sabíamos e divulgamos.
A novidade é que a denúncia foi aceita pela Corregedoria e enviada
para a Delegacia Fazendária, chefiada pelo Delegado Bruno Tavares.
A própria Corregedoria determina a instauração do inquérito. Ao
encaminhar o ofício à Delegacia Fazendária, a Corregedoria escreve:
"Remeto à PI: 1.30.001.004058/2013-51, instaurado a partir de notícia
crime requerendo a insturação de inquérito policial para apuração e
prática dos delitos (...)" Confira o documento abaixo.
O documento chegou à Delegacia Fazendária, onde também estivemos, e,
na ausência do Delegado Bruno Tavares, conversamos com o chefe de
cartório, que nos mostrou um outro documento (este interno, que não pôde
nos entregar), onde consta a ordem do próprio chefe da Polícia Federal
no Rio, Doutor Fabio Ricardo Ciavolih Mota, para a instauração do
inquérito.
O chefe de cartório da Delegacia Fazendária nos assegurou (eu fiz
essa pergunta três vezes) que, segundo a burocracia da PF, o inquérito
já pode ser considerado instaurado, só faltando agora uma análise final
para saber exatamente quem será a equipe responsável e qual será a linha
de investigação.
A mesma fonte nos informou que, em função do recesso dos servidores,
os detalhes do inquérito (número do inquérito, delegado responsável,
linha de investigação) apenas serão conhecidos em meados de janeiro.
Também protocolamos a nossa Carta Cívica, aos cuidados do senhor
Delegado Bruno Tavares, explicando-lhe a importância do caso para a
sociedade brasileira, em vista da magnitude do valor sonegado, e do
caráter emblemático deste inquérito, visto se tratar de uma empresa cujo
principal ativo é uma concessão pública, e recebe bilhões de reais,
anualmente, em recursos públicos.
O Barão de Itararé voltará à Polícia Federal para conversar com os
delegados responsáveis, para acompanhar o desdobramento dessa
investigação.
Brasil 247
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