Os irmãos Marinho conseguiram: com a reportagem
sobre o laranja panamenho José Eugenio Silva Ritter, que já foi "dono"
do hotel St. Peter, impediram que o inimigo José Dirceu obtivesse um
emprego que poderia colocá-lo em regime semiaberto, ao qual foi
condenado; no entanto, ao noticiar o caso, Patrícia Poeta omitiu que o
mesmo Ritter foi também o criador de duas empresas no Panamá,
pertencentes a familiares do prefeito Eduardo Paes, aliado dos Marinho,
que receberam depósitos de US$ 8 milhões; jornal O Globo, por sua vez,
saiu em defesa do prefeito na manchete: "Paes afirma que empresas de sua
família cumprem legislação"; uma indignação seletiva, que envergonha a
imprensa brasileira
247 - O Jornal
Nacional, apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta, noticiou
nesta quinta que o ex-ministro José Dirceu desistiu do emprego oferecido
pelo hotel St. Peter, em razão do que chamou de "linchamento midiático"
promovido contra quem teve o gesto de generosidade de lhe oferecer um
posto de trabalho.
Dois dias atrás, o JN noticiou que o
St. Peter, do empresário Paulo Abreu, já foi controlado no papel pelo
laranja José Eugenio Silva Ritter, um auxiliar de escritório do
escritório Morgan y Morgan, no Panamá.
Hoje, em reportagem exclusiva, o 247
revelou que o mesmo personagem foi também o criador no papel de duas
empresas no Panamá abertas pelos familiares do prefeito do Rio de
Janeiro, Eduardo Paes (leia aqui).
Ao noticiar o caso, Patrícia Poeta
falou que Ritter foi o dono no papel de mais de mil empresas no País.
Mas não citou o nome de nenhuma delas, especialmente da Vittenau e da
Conval, que pertencem ao pai, à mãe e à irmã de Paes – e receberam US$ 8
milhões, o equivalente a R$ 20 milhões, em 2008, ano em que Paes fez
campanha e se elegeu prefeito do Rio pela primeira vez.
Com a reportagem desta quinta-feira,
a Globo confirmou que sua indignação em relação a eventuais laranjas é
seletiva. A emissora dos Marinho foi ao Panamá para impedir que Dirceu
obtivesse um emprego, sem comprovar qualquer vínculo do ex-ministro com o
laranja panamenho, mas protegeu o aliado Eduardo Paes, cujos parentes
têm offshores com patrimônio milionário.
Essa é a liberdade de expressão exercida pela Globo.
No jornal O Globo, a informação foi veiculada em tom de defesa de Eduardo Paes. Confira abaixo:
Paes afirma que empresas da sua família no Panamá cumprem legislação
RIO -
O site Brasil 247 publicou hoje a informação de que familiares do
prefeito Eduardo Paes (PMDB) são donos de duas empresas com sede no
Panamá. A Vitznau International Corporation e a Conval Corporation
seriam de Valmar Souza Paes (pai do prefeito), Consuelo da Costa Paes
(mãe) e Letícia da Costa Paes (irmã). As duas empresas, que teriam
capital de cerca de R$ 20 milhões, foram registradas em junho de 2008 na
República do Panamá.
Eduardo Paes afirmou há pouco que as empresas estão na declaração de Imposto de Renda dos seus pais e irmã, e disse que não há qualquer ilegalidade no caso. Ao saber que a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) reproduziu a informação numa rede social, Paes se defendeu:
— Em primeiro lugar, a deputada Clarissa Garotinho não é necessariamente a pessoa que mais merece esse tipo de respaldo, não é? O que se tem é que meu pai é um advogado. Está tudo na declaração de Imposto de Renda dele, que não compete a ninguém. Eles vazam provavelmente pela Receita Federal, o que é um crime divulgar esse tipo de coisa. Não tem nenhum tipo de ilegalidade nisso (ter empresas no Panamá) — disse Paes, que completou — Ele (pai do prefeito) é um advogado muito bem sucedido, ao contrário da família Garotinho que enriqueceu na política, isso antes de ser prefeito. Os lugares que essa família Garotinho conheceu depois que ele entrou na política são os lugares que eu conheci desde pequeno antes de entrar na política.
A deputada Clarissa Garotinho negou envolvimento no vazamento de documentos para o site Brasil 247:
— Não fui a responsável pelo vazamento, que agora é o que menos importa. O que importa é saber por que as empresas foram abertas — afirmou.
Brasil 247
Eduardo Paes afirmou há pouco que as empresas estão na declaração de Imposto de Renda dos seus pais e irmã, e disse que não há qualquer ilegalidade no caso. Ao saber que a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) reproduziu a informação numa rede social, Paes se defendeu:
— Em primeiro lugar, a deputada Clarissa Garotinho não é necessariamente a pessoa que mais merece esse tipo de respaldo, não é? O que se tem é que meu pai é um advogado. Está tudo na declaração de Imposto de Renda dele, que não compete a ninguém. Eles vazam provavelmente pela Receita Federal, o que é um crime divulgar esse tipo de coisa. Não tem nenhum tipo de ilegalidade nisso (ter empresas no Panamá) — disse Paes, que completou — Ele (pai do prefeito) é um advogado muito bem sucedido, ao contrário da família Garotinho que enriqueceu na política, isso antes de ser prefeito. Os lugares que essa família Garotinho conheceu depois que ele entrou na política são os lugares que eu conheci desde pequeno antes de entrar na política.
A deputada Clarissa Garotinho negou envolvimento no vazamento de documentos para o site Brasil 247:
— Não fui a responsável pelo vazamento, que agora é o que menos importa. O que importa é saber por que as empresas foram abertas — afirmou.
Brasil 247
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