4 de Dezembro de 2013 | 20:25 Autor: Fernando Brito
Excetuado o “Estadão”, a imprensa brasileira não dá quase atenção a Adilson Primo, presidente da Siemens brasileira.
Primo é um homem ousado e “duro na queda”.
Durante 11 anos presidiu a empresa e, consequentemente, era o grande responsável pelos contratos com o governo paulista.
Ao ser demitido por manter uma conta obscura com seis milhões de Euros numa agência do Banco Itaú em Luxemburgo, Primo pulou.
Entrou na Justiça do Trabalho tentando reverter o caráter de “justa
causa” que teve sua demissão. Ou para mostrar à empresa e os parceiros
de negócios que era de briga e que não ia aceitar ser deixado na beira
da estrada.
Fez “tic-tac” para todos ouvirem que era uma bomba.
Queria ser indenizado não apenas sobre o salário de R$ 181 mil
mensais que recebia, mas também pela Participação nos Lucros e
Resultados, que o dobrava uma vez por ano, pelo carro e pelo motorista
que tinha à disposição.
Com um cinismo espantoso, requereu “gratuidade de Justiça”, alegando
que não podia arcar com as despesas do processo sem prejudicar o
sustento próprio e de sua família.
Ao mesmo tempo, abria com a mulher Thalita uma empresa de
participações que, em dois meses, elevaria seu capital a R$ 14 milhões.
A sentença da ação, onde se registra o “esquecimento” de Primo sobre a
conta secreta está aí abaixo, obtida pelo Estadão. É só verificar o que
digo.
Primo não era um homem desconectado das cúpulas empresariais de São
Paulo. Integrava os conselhos da Embraer e da Natura. Foi, vejam só,
diretor do Movimento Brasil Competitivo.
E, claro, também do movimento “São Paulo cartelizada”.
Primo é um homem-bomba.
Nossa imprensa, é claro, por isso, não quer nem chegar perto dele.
Tijolaço
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