sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Com fortuna avaliada em US$ 1,9 bilhão, o empresário e senador suplente
Lírio Albino Parisotto (PMDB-AM) aparece no topo do ranking dos
políticos mais ricos do Brasil. A lista, elaborada pela revista "Forbes"
desta semana, coloca em segundo lugar o "rei da soja", o senador Blairo
Maggi (PRMT), cuja fortuna no agronegócio soma US$ 960 milhões.
Em terceiro, quarto e quinto lugares, a publicação destaca,
respectivamente, o herdeiro da construtora CR Almeida e deputado federal
Marcelo Almeida (PMDB-PR), com patrimônio avaliado em US$ 200 milhões; o
prefeito de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, Otaviano Pivetta (PDT),
que é o maior acionista individual da Vanguarda Agro e possui US$ 100
milhões, além do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), com US$ 33
milhões e cuja família é controladora da Eucatex.
Apesar de defender que muitos políticos enriquecem de maneira duvidosa, a "Forbes" esclarece que alguns dos nomes citados entre os mais ricos, como Lírio Parisotto, construíram suas fortunas antes de entrarem na vida pública. Segundo a revista, que obteve os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitos dos parlamentares fazem parte de empresas de capital aberto, o que requer grande transparência para o bem dos negócios.
Contudo, a publicação sustenta que há uma relação complicada entre poder político e poder econômico e coloca em xeque um artigo publicado em 2013, no jornal "The New York Times", cuja tese consistia em afirmar que políticos ricos são menos suscetíveis à corrupção. A "Forbes" relembra que Paulo Maluf, um dos políticos mais tradicionais e que há mais tempo está no poder, foi acusado de corrupção e seu nome aparece entre os mais procurados da Interpol.
A revista argumenta, ainda, que os políticos brasileiros são os mais bem pagos do mundo e, em contraposição, os menos produtivos e mais corruptos. De acordo com a publicação norte-americana, escândalos de corrupção são recorrentes no país, mas a população, que se manifestou nas ruas em junho do ano passado, está acostumada com as notícias negativas sobre seus representantes e, com frequência, costuma eleger as mesmas pessoas.
Como exemplo, a "Forbes" cita o império de US$ 100 milhões da família Sarney, que se mantém no poder há cinco décadas. De acordo com a revista, a eleição dos mesmos representantes pela população se justifica dentro da já conhecida e perversa lógica do "rouba, mas faz" ("Steals but does ").
Segundo a "Forbes", trata-se um círculo vicioso e contraditório, onde os partidos políticos são vistos com um sentimento de nojo e distanciamento, mas elegem por meio dos representados os mesmos nomes que estão há anos no poder.
Apesar de defender que muitos políticos enriquecem de maneira duvidosa, a "Forbes" esclarece que alguns dos nomes citados entre os mais ricos, como Lírio Parisotto, construíram suas fortunas antes de entrarem na vida pública. Segundo a revista, que obteve os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitos dos parlamentares fazem parte de empresas de capital aberto, o que requer grande transparência para o bem dos negócios.
Contudo, a publicação sustenta que há uma relação complicada entre poder político e poder econômico e coloca em xeque um artigo publicado em 2013, no jornal "The New York Times", cuja tese consistia em afirmar que políticos ricos são menos suscetíveis à corrupção. A "Forbes" relembra que Paulo Maluf, um dos políticos mais tradicionais e que há mais tempo está no poder, foi acusado de corrupção e seu nome aparece entre os mais procurados da Interpol.
A revista argumenta, ainda, que os políticos brasileiros são os mais bem pagos do mundo e, em contraposição, os menos produtivos e mais corruptos. De acordo com a publicação norte-americana, escândalos de corrupção são recorrentes no país, mas a população, que se manifestou nas ruas em junho do ano passado, está acostumada com as notícias negativas sobre seus representantes e, com frequência, costuma eleger as mesmas pessoas.
Como exemplo, a "Forbes" cita o império de US$ 100 milhões da família Sarney, que se mantém no poder há cinco décadas. De acordo com a revista, a eleição dos mesmos representantes pela população se justifica dentro da já conhecida e perversa lógica do "rouba, mas faz" ("Steals but does ").
Segundo a "Forbes", trata-se um círculo vicioso e contraditório, onde os partidos políticos são vistos com um sentimento de nojo e distanciamento, mas elegem por meio dos representados os mesmos nomes que estão há anos no poder.
Rede Brasil Atual
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