segunda-feira, 14 de abril de 2014

PF leva eleição ao 2º turno! Lembra do delegado Bruno?

A dupla Globo-PF (com a omissão do zé) vai Golpear (de novo) em outubro.
 

O amigo navegante está assustado com a autonomia de vôo da Polícia Federal do zé da Justiça ?

Essa que se apresenta no centro do Golpe contra Dilma ?

Hoje se assiste à farsa da história repetida.

Porque a Polícia Federal, com a providencial ajuda do Gilberto Freire com i” (*), ignorou o desastre da Gol para mostrar a “obra” de um famoso delegado Bruno – por onde anda ? – e levar a eleição do Lula, em 2006, para o segundo turno.

Para os que tem memoria fraca, o Conversa Afiada republica post sobre a “obra” do Bruno e do “i”.

E reproduz o vídeo em que o ínclito delegado Bruno arma a patranha com os “repórteres” do PiG (**) – lá estavam a Folha, Estadão e o Globo – os mesmos que, agora, publicam , simultaneamente, a planilha que a PF apreendeu na casa de um diretor da Petrobras.

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno



É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que merecia um sub-titulo: “A radiografia da imprensa brasileira”.


Fica ali demonstrado:


1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional”;

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, “uma espécie de guardião da doutrina da fé” da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: “Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos”, diz Kamel, segundo a reportagem

8 ) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do “caso Lunus”, que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. ( A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.)

(Clique aqui para ver que, agora, o Dudu ressuscita o Avelar:

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.

13) Que o Procurador Avelar declarou: “Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro ?”

14) A reportagem conclui: “Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido.”


Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: “ … dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da família Vedoin … e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu.”


Quer dizer: o golpe funcionou.


Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. “A trama atual tem sabor igual, é mais sutíl, porém. Mais velhaca,” diz Mino.


Permito-me acrescentar outro exemplo.


Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares (e ministro da Dilma) , Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?


O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca.


Que só não aconteceu, porque Brizola “ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra”, como, modestamente, escrevi no livro “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”.


Está tudo pronto para o segundo golpe.


O Procurador Avelar está lá.


Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal.


(…)

Em tempo: e aqui como o jornal nacional, hoje em decadencia acelerada , materializou a patranha:




“Fonte graduada” da PF deve ser o tal delegado Bruno …Quem será a “fonte graduada” de 2014 ?


Paulo Henrique Amorim



(*) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.


(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.








Conversa Afiada

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