Numa atitude própria de quem não respeita o ambiente doméstico dos
outros, Aécio Neves resolveu, de novo, “plantar” uma possível
candidatura do técnico de vôlei Bernardo Resende, o Bernardinho.
A mulher de Bernardinho, a craque Fernanda Venturini, como boa levantadora que é, já tinha previsto a jogada:
Isso é uma invenção do Aécio, que vai fazer pressão até o dia da eleição.
Desta vez, o veículo da encrenca é Josias de Souza, com quem Aécio jantou no Piantella, em Brasília.
Até os leitores da Folha sentiram a forçação de barra e fazem apelos
ao ídolo para não servir de “mula” para carregar Aécio no Rio.
Se Bernardinho tivesse uma trajetória ligada à política, não vejo
nenhum problema em um esportista se candidatar. Mas ser jogado de
pára-quedas, numa manobra oportunista para servir aos propósitos de um
candidato a presidente que vai mal das pernas – sem ironia – é, como a
gente diz aqui no Rio, “mó roubada”.
O pior de tudo é a insistência em querer forçar a mão via imprensa com algo que complica a vida familiar de Bernardinho.
É um desrespeito que, por si, já demonstra a falta de ética de quem o faz.
Se expõe assim a vida familiar de alguém, um dia acabam fazendo isso a ele.
Tijolaço
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