16/12/2013 - 19h46
Rio de Janeiro – Após vistoria da Defesa Civil e da Fundação
Instituto de Geotécnica (GeoRio) feita ontem (15) em áreas do Complexo
do Alemão afetadas pelas fortes chuvas da semana passada, a Casa Civil
municipal informou hoje (16) que cerca de 30 casas da localidade de
Palmeiras terão que ser demolidas.
De acordo com o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo
Carvalho, a vistoria no fim de semana foi uma demanda da própria
comunidade. “Ontem, eu pessoalmente estive no Alemão, a gente tinha uma
informação de que lá teria uma quantidade muito grande de desabrigados.
Estive lá com a Defesa Civil, com toda a equipe da prefeitura, a Defesa
Civil fez um rastreamento, vistoriou, verificou cada uma daquelas casas
que as pessoas apontavam ter risco de desabamento”.
Na semana passada, pelo menos sete casas desabaram na localidade de Palmeiras.
Carvalho garantiu que os donos dessas casas não ficarão desamparados.
“Não deve passar de 30 casas que vão ter que entrar no aluguel social ou
reencaminhamento para o Bairro Carioca, que fica ali em Triagem, ou um
outro empreendimento do Minha Casa, Minha Vida”, disse, ao participar da
entrega do Prêmio Rio+Empreendedor.
O número de famílias em abrigos da prefeitura chegou a 200 na última
semana, e hoje está em torno de 70, segundo o secretário. “O nosso
sistema funciona, alertas, sirenes, os pluviômetros. Quando há
necessidade das pessoas saírem de suas casas, elas buscam esses abrigos
que são oferecidos pela prefeitura. Muitas vezes as pessoas, sem
qualquer tipo de risco, saem das casas, por causa do receio. [as
pessoas] Aproveitam esse abrigamento também para retardar um pouco mais,
para voltar melhor para sua casa.”
Carvalho explica que várias melhorias estão sendo feitas desde 2010
para enfrentar as chuvas de verão, mas é impossível anular completamente
os transtornos. “É sempre um período difícil. Você imagina uma cidade
dessa, 44% dela são uma floresta urbana, a declividade que tem, dois
imensos maciços, mais de 200 rios, é uma cidade que tem, evidentemente,
transtornos por conta das chuvas todo ano. O que importa é os
investimentos em infraestrutura seguirem, prevenção, dragagem desses
rios, que nós estamos fazendo, limpeza de bueiros, já diminuiu o
transtorno. Não adianta a gente imaginar que vai ter chuva e que não vai
encher a cidade, que não vai ter transtorno na cidade. Terão. Quem acha
que nós vamos chegar num ponto que não teremos transtornos, esquece”.
Agência Brasil
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