É inacreditável, mas é verdade; o presidente do
Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, coloca hoje na pauta do
Conselho Nacional de Justiça uma proposta para, supostamente, melhorar a
comunicação do Judiciário com a sociedade; entre as medidas, está a
contratação de serviços de divulgação por meio de agências publicitárias
e até a criação de uma rede nacional de rádio; proposta é típica de
quem tem pretensões políticas e nunca é demais lembrar que ele tem até
março para decidir se irá se candidatar à presidência da República;
detalhe: Barbosa está prestes mandar para a cadeia um ex-presidente da
Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), porque julgou –
equivocadamente, diga-se de passagem – que ele se desviou recursos de
divulgação contratados pelo Legislativo; Barbosa, no entanto, pode tudo e
busca espaço para se promover ainda mais; leia o documento que será
levado ao CNJ
247 - Nesta
terça-feira, na última sessão do Conselho Nacional de Justiça em 2013,
ou seja, no apagar das luzes desse exercício, o presidente do Supremo
Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, colocará em pauta uma proposta
inacreditável. Ele quer contratar agências de publicidade para divulgar
as atividades do Poder Judiciário e até criar uma rede nacional de
rádio. Como o próprio Barbosa é um potencial candidato à presidência da
República e tem até março para decidir se concorre ou não na disputa de
2014, ele poderá ter recursos para se promover ainda mais – além do que
já fez na condução da Ação Penal 470.
Como relator do chamado "mensalão",
Barbosa liderou a condenação de um ex-presidente da Câmara dos
Deputados, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), em razão de um suposto
peculato num contrato de publicidade da casa. Barbosa considerou como
desvios valores que foram pagos por veículos como Globo, Abril e Folha
de S. Paulo à agência de publicidade SMPB – uma prática normal do
mercado publicitário por anúncios que, efetivamente, foram veiculados.
Recentemente, João Paulo Cunha desafiou publicamente o presidente do STF
a apontar onde houve o peculato (leia mais aqui).
A proposta de Joaquim Barbosa é
surreal. O Poder Judiciário brasileiro busca recursos para divulgar, sem
a fixação de um teto, suas atividades, numa iniciativa liderada pelo
presidente do STF. Uma atitude típica de quem se comporta como político –
e não como juiz.
Brasil 247
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