Denúncia de sonegação fiscal de mais de R$ 600
milhões da Rede Globo e posterior sumiço do processo na Receita Federal,
pela funcionária Cristina Maris Meinick Ribeiro, foi encaminhada à
Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde se
encontra agora; serão apurados dois crimes: contra a Ordem Tributária e
ocultação de bens
13 de Dezembro de 2013 às 18:20
A PF apurará dois crimes: 1) contra a Ordem Tributária, que é o crime
da sonegação propriamente dita, e que pode envolver evasão de divisas,
lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro; e 2) ocultação
de bens, diretos ou valores, que corresponde ao misterioso
desaparecimento dos documentos originais, nos quais os auditores da
Receita decidem pela condenação da Rede Globo pelo crime de sonegação.
Confira o documento:
Segundo apurado pelo blog, este ofício está sendo analisado pela
Corregedoria da PF, procedimento preliminar à abertura de um inquérito
policial. Fontes da própria PF nos informaram que a praxe é que o
procedimento seja concluído de 60 a 90 dias. Ou seja, já está atrasado.
O Barão de Itararé, na próxima semana, enviará uma comitiva às
dependências da Superintendência da PF-RJ para pressionar pela abertura
desse inquérito, no mais curto prazo possível. Iremos lembrar às
autoridades da magnitude do valor em questão, e da importância que ele
adquire como exemplo contra a sonegação de impostos.
O sonegômetro atualizado esta semana pelo Sindicato Nacional dos
Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) deve chegar a R$ 415
bilhões em 2013. Trata-se de uma das maiores chagas nacionais, ainda
mais grave que a corrupção, que sangra os cofres públicos em R$ 50 a 80
bilhões por ano.
Abaixo, um fác-símile do protocolo que deu origem ao ofício que está na PF:
Para saber mais sobre a sonegação da Globo, clique aqui.
Brasil 247
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