10 de Dezembro de 2013 | 19:03 Autor: Fernando Brito
Em 1991, recém liberto de seus 27 anos de cárcere, Nelson Mandela esteve no Rio.
Não era presidente, o que só seria em 1994, era o líder do Congresso
Nacional Africano, partido que comandava na luta anti-racista.
Leonel
Brizola, governador do Estado, resolveu convidá-lo para batizar, com
seu nome, um Ciep em Campo Grande, Zona Oeste da cidade.
22 anos depois, as crianças daquela escola homenagearam seu patrono e isso foi matéria na Agência Brasil.
Junto com a matéria chegou a foto do grande Vidal da Trindade, fotografo de O Dia, bela figura, querido companheiro.
Então, partilho ambas com vocês, porque me são gratas, emocionantes e
presentes cenas neste dia histórico, em que as lembranças dos que se
foram e o amor pelos que virão a ser nos dão força para a gente
continuar sendo o que é.
No Rio, alunos do Ciep Nelson Mandela
prestam homenagem ao patrono
Rio de Janeiro – Cartazes com frases de adeus pelos corredores e
fitas de luto nos uniformes. Foi assim que alunos e professores do
Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Nelson Mandela, em Campo
Grande, na zona oeste do Rio, homenagearam o patrono da instituição, que
morreu ontem (5) vítima de complicações respiratórias. Durante à tarde
de hoje (6), todas as turmas da escola se reuniram para prestar um
minuto de silêncio e cantar o Hino Nacional, além de recitar frases e
cantar músicas sobre Mandela.
Segundo a diretora-geral do Ciep, Luci Gomes Cardoso, o legado do
ex-presidente da África do Sul permanecerá na instituição. “É uma honra
ser diretora da escola que leva o nome de Nelson Mandela, porque a
mensagem dele sensibiliza todo ser humano, em todos os momentos. É muito
fácil trabalhar em um colégio como este, porque transmitimos o que ele
tanto lutava: união e a não discriminação. As escolas vêm enfrentando
muitos problemas, como bullying, mas nós, por meio dos ideais de
Mandela, conseguimos elaborar um tema para a nossa instituição: Viver,
Conviver e Ser Feliz. Nós sempre levaremos o legado dele, porque é disso
que as crianças precisam”.
Em 1991, Mandela fez a primeira viagem ao Brasil, um ano após ter
sido libertado da prisão, visitou o Ciep. Claudia Doria da Silva
Ferreira, atual professora do ensino básico na instituição, acompanhou a
visita.
“A
visita de Nelson Mandela nessa escola fortaleceu a ideia de igualdade.
Foi muito emocionante, a gente nunca imaginou que uma figura mundial e
historicamente importante como ele viesse nos ver. Eu não me lembro
exatamente as falas dele, mas o que me marcou foi o seu olhar. Um olhar
carismático que transmitia toda a sua história e a sua luta por união
racial, social e dos povos. O legado dele ficou. Hoje ele é o patrono da
nossa escola, uma figura que deve ser ensinada aos alunos”, destacou a
professora.
Nicolas Niqui, de 7 anos, foi um dos alunos que participaram da
homenagem: “Nelson Mandela lutou contra a desigualdade entre negros e
brancos. Hoje a gente fez uma homenagem para ele, porque ele morreu
ontem”, contou.
Líder da luta contra o apartheid (regime de segregação
racial na África do Sul), Mandela inspirou movimentos contra o racismo
em todo o mundo. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993 e foi o primeiro
presidente negro da África do Sul, com mandato de 1994 a 1999.
Tijolaço
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