A missão chinesa foi conduzida pela necessidade de
demonstrar seu poder. Confira mais no editorial do Observer
CCTV / AFP
O sucesso da missão chinesa Chang'e 3 de pouso na
lua deve ser recebido como uma vitória científica. Colocar um pacote de
instrumentos em segurança na superfície lunar só foi alcançado por dois
outros países, os Estados Unidos e a antiga União Soviética. Como
ilustração de sua florescente perícia tecnológica, a China não poderia
ter-se saído melhor – apesar de o vasto investimento necessário para
alcançar esse objetivo levantar uma pergunta óbvia: por que viajar até a
lua, afinal?
Existem várias respostas. Para começar, a lua é rica em minérios que
poderão um dia nos fornecer matérias-primas já esgotadas na Terra. A lua
também é um bom lugar para se testar as tecnologias necessárias para
explorar outros mundos mais distantes. São bons motivos para fazer
viagens à lua, embora nenhum deles fosse uma das razões centrais da
China. Seu principal objetivo era muito mais simples. Na missão Chang'e
3, ela mostrou ao mundo, e à Ásia em particular, que hoje é uma potência
tecnológica de grande alcance. Para um país que começou a flexionar os
músculos militares, sua presença em outro mundo demonstra perfeitamente
sua capacidade nacional. Devemos tomar nota.
Carta Capital
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